quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sábado é dia de festa na Aldeia Kakané Porã

Sábado (28)é dia de festa na aldeia Kakané Porã, primeira aldeia indígena urbana do sul do Brasil. A tradicional festa é realizada todo ano com apresentação de danças típicas indígenas e o tradicional churrasco. 350 quilos de carne serão assados na aldeia. A festa tem o apoio do deputado estadual Toninho da Fazenda Rio Grande.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jornal pode ser processado por caluniar ONG Atini

A reportagem sobre o sacrifício de crianças indígenas, exibida no dia 07 de novembro, no programa Domingo Espetacular, mostrou para todo o Brasil, o que já é consenso entre os povos indígenas: Órgãos estatais de proteção ao índio, sucateados. É conversa à roda de fogueira entre os indígenas que a Fundação Nacional do Índio (Funai) há muito não atende as necessidades básicas nas aldeias. Prova escancarada é o Decreto 7056, que foi posto goela abaixo deste povo. O documentário dirigido pela jornalista Sandra Terena, uma das poucas jornalistas indígenas do Brasil, revela que os índios não querem mais matar seus filhos. “Meus parentes querem cuidar das crianças. Percebi isso em diversos povos que ainda tem essa prática, no entanto, sem políticas públicas, não há possibilidade. Uma cadeira de rodas não vai se locomover bem em determinadas aldeias, como no Alto Xingu”, argumenta Sandra.

A nova abordagem produzida pelo principal programa jornalístico da rede Record, trouxe imagens do filme Hakani, filme que foi pioneiro na luta contra o infanticídio e do filme Quebrando o Silêncio, que traz uma nova roupagem ao tema: o protagonismo indígena. No entanto, existem algumas pessoas mal intencionadas que usam o mesmo discurso de cinco anos atrás e usam de calunia contra a organização Atini – Voz pela Vida, referência mundial no trabalho com crianças que tiveram a oportunidade de viver. As ofensas são como uma metralhadora sem alvo. Sobrou até para personalidades religiosas como Edir Macedo e para o Papa Bento XVI, que não tem nada haver com a história, pelo menos diretamente.

O jornal Diário do Amazonas, chama a Atini de ong “Pilantrópica” e o deputado Henrique Afonso de Xerife. Calúnia. Que no termo jurídico significa: imputar falsamente fato definido como crime. Pena: Detenção de seis meses a dois anos, e multa. Os jornalistas, antropólogos e afins que fizeram isso, nunca foram a Chácara das Nações. Falam de um trabalho, sem jamais ter pisado no local em que as crianças vivem. Sem ver o sorriso do pequeno Amalé, da Sheila e de outras lindas crianças.

Existe uma carta na internet, que supostamente foi assinada por mulheres indígenas que repudiaram a matéria da Record. A carta não tem assinatura de nenhuma mulher, apenas “mulheres indígenas” e foi redigida em um encontro da Funai, que não quis se pronunciar na reportagem. O encontro contou com a presença de Márcio Meira, presidente do órgão, que recusou três protocolos de receber a indígena Sandra Terena para conversar sobre o assunto.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Jornalista da Aldeia Brasil é finalista do Prêmio Voluntariado Empreendedor

O jornalista Oswaldo Eustáquio é um dos finalistas do prêmio Voluntariado Empreendedor 2010 na categoria “Direitos Humanos”. A indicação é pelo trabalho desenvolvido na aldeia Kakané Porã, em Curitiba, primeira aldeia indígena urbana do sul do Brasil. Eustáquio foi um dos militantes na luta por uma aldeia indígena em Curitiba. A trajetória dos indígenas de Curitiba foi tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que resultou no documentário “A conquista de Kakané Porã”.

Além de concorrer na categoria Direitos Humanos, Eustáquio também disputa a categoria “Voto Popular” pelo site

http://www.voluntariadotransformador.org.br/finalistas-7.asp


Sobre o prêmio
Muito mais que um evento, entrega de troféus ou uma grande festa, o Prêmio Voluntariado Transformador é um projeto do Centro de Ação Voluntária de Curitiba – CAV, cujo objetivo é fortalecer o voluntariado através do reconhecimento e valorização de cidadãos e cidadãs que, por meio do trabalho voluntário, participam ativamente do desenvolvimento social de suas comunidades, transformando realidades e contribuindo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Este evento especial representa para o CAV uma possibilidade de cumprir sua missão que é “promover o voluntariado transformador por meio da educação para cidadania, contribuindo para o bem comum e a construção de um mundo melhor”, através da valorização de exemplos que tenham alcançado resultados promissores na transformação social.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No feriado de 15 de novembro, indígenas comem carne de caça


O feriado de 15 de novembro foi dia de festa para os indígenas de Kakané Porã. Paca, tatu, cotia não. O cacique Carlos assou carne de caça. Muito bom. As mulheres fizeram bolo de cinza e outras iguárias do povo kaingang. Tinha até uma mandioca brava, que segundo alguns, é melhor que viagra.



Cacique Carlos e sua faca de matar tatu







Sirlei, Cacique Carlos Ubiratan e Paulo cortando o Tatu.

















Mulheres indígenas. Sandra Terena, Denise Kaingang, Indiamara Xetá, Jaque Xetá, Lisana Kaingang, Neusa Kaingang









Cacique Carlos de olho na carne.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Reportagem completa sobre infanticídio em áreas indígenas exibida no Domingo Espetacular da Record

Segue reportagem completa sobre o infanticídio exibida no Domingo Espetacular da Record.

domingo, 7 de novembro de 2010

Documentário sobre infanticídio em áreas indígens é pauta no Domingo Espetacular da Record

Neste domingo, 07 de novembro, o programa Domingo Espetacular vai apresentar uma reportagem especial sobre o infanticídio nas áreas indígenas. Um dos focos da matéria é o documentário Quebrando o Silêncio, dirigido pela jornalista Sandra Terena. O documentário está disponível em português e legendado em inglês no site www.quebrandoosilencio.blog.br - Vou disponibilizar o filme na íntegra também neste blog.

QUEBRANDO O SILÊNCIO from André on Vimeo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Senadora eleita Gleisi Hoffmann vai visitar aldeias do Paraná


A senadora eleita Gleisi Hoffmann disse para a jornalista indígena Sandra Terena que vai fazer uma caravana pelas aldeias indígenas do Paraná. Ela também prometeu levar a jornalista Sandra Terena para uma audiência com o presidente da Funai.

Segue o audio.


A entrevista completa pode ser ouvida no site www.fenasppr.blogspot.com

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sandra Terena na propaganda do Centro de Ação Voluntária

domingo, 19 de setembro de 2010

A conqusta de Kakané Porã

Esses dias fui limpar os comentários deste blog e vi alguns comentário de fakes, falando algumas besteiras sobre mim.

Sou jornalista e acompanho o cotidiano de Kakané Porã desde a época do Cambuí, um local com aspecto de gueto, onde os índios habitavam. Lembro que muitas vezes saia junto com o cacique Carlos para reuniões na prefeitura e Cohab para tentar conseguir uma aldeia digna na cidade de Curitiba. Algumas pessoas davam risada da gente. Achavam-nos sonhadores. Mas, mesmo assim nunca pensamos em desistir.

Lembro de uma vez que um funcionário da Assembléia Legislativa nos pagou um belo almoço. Mas, lembro também de muitas vezes que ficávamos sem almoçar ou dividiamos uma lata de sardinha, para não ficar de estômago vazio. As vezes éramos recebidos bem, outras vezes não éramos recebidos.

Infelizmente, algumas vezes tive que dar uma porrada na mesa para ser ouvido. Mas, quem me conhece sabe que não sou assim.

Mas, o resultuado disso é que depois de toda essa luta, o cacique Carlos, que sem dúvida é o grande responsável pela conquista de Kakané Porá, conseguiu uma forma de ser ouvido.

Meu papel neste processo foi alertar a imprensa de que existia um grupo de indígenas em Curitiba que lutava por um pedaço de terra. Inesquecível.

Lembro de uma reunião na Cohab, com Funai, Governo do Estado e Prefeitura. Nesse dia chamamos a imprensa,de surpresa. Os líderes da reunião deixaram os repórteres para fora da porta. Mas, os jornalistas ficaram esperando até o fim e cobraram uma resposta da Cohab, que um mês depois assinara o termo de doação da terra.

Para encurtar a história, que pode ser vista no documentário "A conquista de Kakané POrã" um ano depois, os indígenas sairam de um local sub-humano(Cambuí) e foram para uma terra fantástica, Kakané Porã. Trinta e cinco casas de alvenaria com toda a estrutura em um espaço de 44 mil metros quadrados.

Foi uma das maiores alegrias da minha vida.

Algumas pessoas me perguntam quanto eu ganho para fazer isso.

Em quatro anos de ONG Aldeia Brasil não conseguimos um real de nenhum órgão governamental ou Instituição. Pelo contrário, na maioria das vezes os recursos para combústivel, material são recursos próprios.

Esta semana, depois de quatro anos a ONG Aldeia Brasil foi reconhecida como entidade de utilidade pública. Agora creio que poderemos fazer muito mais.

Meu sogro, senhor Marcos Pedro, trabalha há 20 anos com os povos indígenas. Eu e minha esposa há quatro.

domingo, 12 de setembro de 2010

Coordenação da campanha de Beto Richa descarta material para povos indígenas

Oswaldo Eustáquio

Beto Richa foi pioneiro no Brasil em aceitar o projeto de uma aldeia urbana. Kakané Porã é a primeira aldeia indígena urbana do sul do Brasil e foi inaugurada na gestão do Beto. Os indígenas dos povos kaingangue, guarani e xetá são gratos a ele por essa grande conquista.

Uma pena que a coordenação da campanha do Beto não perceba essa oportunidade. Ontem, fui pessoalmente no comitê central do Beto, especificamente no setor de segmentos, e falei com o Sr. Paulo Dias. Levei comigo o documentário sobre a história da aldeia urbana e sugeri fazer um informativo para os povos indígenas nas linguas nativas para mostrar no litoral e interior que o Beto fundou Kakané Porã.

São apenas dez mil votos. Não interessou ao coordenador. Pena. Ah se o Beto sabe disso. Pessoas do seu próprio time travando o crescimento.

Curiosamente, no mesmo dia saiu uma pesquisa do Data Folha que revelou uma subida de Osmar nas pesquisas e uma queda do Beto.

Talvez, fatos como este que presenciei, seja um dos indicadores da queda de Beto Richa.

Se as coisas continuarem assim, o Beto vai perder a eleição, por poucos votos, talvez aqueles das aldeias indígenas que não interessaram ao coordenador de segmentos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dia do Milagre

A jornalista indígena Sandra Terena teve seu notebook furtado na semana passada. Eu pedi a Deus que ela recuperasse este bem. Deus ministrou em meu coração que hoje é o dia deste milagre

sexta-feira 09 de julho, 22:20

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lançamento de Quebrando o Silêncio na Kakané Porã


Foi realizado ontem na aldeia Kakané Porã, o lançamento estadual do filme Quebrando o Silêncio - http://www.quebrandoosilencio.blog.br/ - dirigido pela jornalista Sandra Terena. Participaram da cerimônia de lançamento cerca de 140 pessoas. Na ocasição Sandra Terena tirou seu colar de guerreira indígena e colocou na sua parceira de luta, Gleisi Hoffmann.














sábado, 12 de junho de 2010


Gente, segunda-feira, dia 14 de junho, na aldeia Kakané Porã, em Curitiba, será o lançamento estadual do filme Quebrando o Silêncio.Informações: 8503-5424 ou sandraterena@yahoo.com.br

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Entrevista de Sandra Terena à Folha de Londrina

Segunda-feira, 14, será realizado o lançamento estadual do filme Quebrando o Silêncio, na aldeia Kakané Porã, em Curitiba. Gente, quem está me ajudando muito na organização é a Gleisi Hoffmann, esposa do ministro Paulo Bernardo. Quero agradecer publicamente a esta grande mulher, guerreira, como eu.

Sandra Terena


"Quero contribuir no que for preciso com o trabalho da jornalista Sandra Terena junto aos povos indígenas no Paraná"

Gleisi Hoffmann e em reunião com Sandra Terena e o jornalista Oswaldo Eustáquio




Da Folha de Londrina
08/06/2010
Mortes silenciosas na floresta

A jornalista e documentarista indígena paranaense Sandra Terena lança em Curitiba o documentário 'Quebrando o Silêncio', que expõe o drama do infanticídio entre os indígenas

Filha de índio terena, Sandra é formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação Audiovisual
A jornalista e documentarista indígena paranaense Sandra Terena quebra o silêncio sobre o infanticídio entre os índios brasileiros. Apoiada por alguns antropólogos e tolerada pela Funai, a prática milenar é tema de documentário premiado, que será lançado dia 14, na Aldeia Kakane Porã, em Curitiba. Três anos de produção, incluindo a fase de pesquisa até a viagem ao Alto Xingu e a finalização do documentário ''Quebrando o Silêncio'', levaram Sandra ao drama de crianças e adolescentes que morrem silenciosamente na floresta.



Um silêncio quebrado com o apoio de voluntários que acreditaram no projeto da documentarista, como a Organização Não-governamental brasiliense Atini - Voz pela Vida, reconhecida internacionalmente pela atuação pioneira na defesa dos direitos e assistência às crianças indígenas em risco de infanticídio, sobreviventes e familiares. Filha de um índio terena, que deixou a aldeia Icatu, na região de Araçatuba (SP), em busca de melhores oportunidades, Sandra é formada em Jornalismo pela Universidade Positivo e pós-graduada em Comunicação Audiovisual na Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR).



O documentário foi reconhecido com as premiações ''Voluntariado Transformador'' (Categoria Mortalidade Infantil), um projeto do Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV) e o ''Jovem da Paz'' (Categoria Comunicação), um programa de incentivo a jovens que trabalham em favor da paz e desenvolvimento integral da humanidade.



O filme também é uma promessa para festivais de cinema e vídeo. Sandra captou mais de 80 horas de imagens e depoimentos com 12 povos indígenas do Alto Xingu, o que resultou nos 29 minutos do documentário. Em 2009, a documentarista voltou à região para exibir o filme às comunidades. No dia 31 de março, ''Quebrando o Silêncio'' foi exibido no Memorial dos Povos, em Brasília, para uma plateia formada por lideranças, como o representante dos povos indígenas na Organização das Nações Unidas (ONU), Marcos Terena, e o idealizador dos Jogos dos Povos Indígenas, Carlos Terena.



A documentarista afirma que não quer despertar julgamentos sobre a prática milenar, que sacrifica crianças por serem gêmeas, filhas de mães solteiras ou deficientes. Em entrevista à FOLHA, Sandra afirma que deseja promover a discussão sobre o assunto para que os povos indígenas também tenham o direito de se manifestar a respeito da tradição. Como foi a recepção do documentário entre os povos do Xingu, já que muitos defendem a prática como manifestação cultural e tradição?



A recepção foi bastante positiva tanto entre os povos do Xingu, como na exibição em Brasília em que vários representantes das comunidades indígenas estavam presentes. Por que você quis fazer um documentário sobre um assunto que é praticamente intocável até pelos órgãos governamentais? O meu interesse surgiu porque achava que era preciso dizer que a prática ainda acontece. Ao contrário do que até a Funai diz. Comecei a levantar o material, através de uma pesquisa metodológica, conversando com as famílias. Falamos com 12 povos diferentes no Alto Xingu. A pesquisa detectou que pelo menos 20 povos ainda praticam o infanticídio. Como a prática se dá entre os diferentes povos?



Acontece de várias maneiras. Algumas crianças são enterradas vivas, cortadas ao meio, entre outras práticas. Alguns adotam o sacrifício porque acreditam que a criança vai trazer má sorte, como nos casos de gêmeos.



Sacrificam um ou os dois irmãos. Nas comunidades indígenas, as mães solteiras também são vítimas de preconceito. Isso ainda é muito forte, mas também tem a questão financeira. Geralmente são os homens que vão caçar e as mães solteiras, como não têm um provedor, são levadas a sacrificar os filhos por não poderem prover a subsistência da criança. Os deficientes também são sacrificados, levando-se em consideração o nomadismo de alguns povos, uma criança com deficiência dificultaria as constantes mudanças.



Apenas as crianças pequenas são sacrificadas? Não. Muitos adolescentes também são sacrificados. São os rejeitados da comunidade por algum motivo. Em geral, o sacrifício acontece quando a pessoa que cuida, um avó, tio ou outro parente morre e não tem quem assuma a criação.



Alguns antropólogos defendem a prática. O que você pensa sobre os argumentos de que proibir ou tentar acabar com o infanticídio é comprometer a cultura e a tradição desses povos? O documentário não quer denegrir a imagem dos povos indígenas, até porque sou indígena. Você não pode chegar numa cultura e querer mudar. Porém, há alternativas. O filme foi feito para o indígena, pensado por uma indígena e deve ser visto pelas pessoas que vivem nas aldeias, que vão discutir sobre o assunto e decidir se essa prática continua ou não. Também podem discutir se precisam de ajuda do governo. Por exemplo, as mães solteiras não são mais vistas com tanto tabu, mas podem precisar de ajuda para poder criar os filhos. Para alguns índios, a prática é vista como natural, mas, os indígenas têm acesso a internet, às tecnologias e começam a ter a percepção de que a cultura muda. É dinâmica.



Como você avalia o posicionamento da Funai perante o assunto?



A Funai sempre negou a prática oficialmente. Durante a produção do documentário, eu protocolei um pedido à Fundação para falar sobre o assunto, mas nunca recebi uma resposta. Não queremos confrontar a Funai com o documentário, mas discutir o tema. Existe algum tipo de discriminação entre os grupos favoráveis e contrários à erradicação da prática? Não percebi discriminação entre um grupo e outro. Têm opiniões diferentes, mas falam hoje de forma mais aberta. Quando lancei no Xingu alguns se manifestaram contra porque defendem a manuntenção da tradição, principalmente os indígenas mais velhos. Em nenhum momento quisemos fazer julgamento de valores quando falamos de uma cultura milenar.
Francismar LemesReportagem Local

Sandra Terena lança filme em Curitiba



Gente, segunda-feira, dia 14 de junho, na aldeia Kakané Porã, em Curitiba, será o lançamento estadual do filme Quebrando o Silêncio.

Informações: 8503-5424 ou sandraterena@yahoo.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia da audiência Pública com a CNDH da OAB

Gente, daqui a pouco as lideranças indígenas de todo o estado do Paraná devem conversar com o pessoal da OAB e deliberar sobre um pedido de inconstitucionalidade do Decreto 7056. Quem está na frente desse trabalho é o Dr. Dálio Zippin, representante da comissão nacional de direitos humanos da Órdem. A decisão do que será feito é inteiramente dos povos indígenas.

A tarde posto o resultado...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Audiência Público Decreto 7056 -

A COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CONVIDA TODAS AS LIDERANÇAS INDÍGENAS DO ESTADO DO PARANÁ PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA QUE SERÁ REALIZADA EM CURITIBA, NO DIA VINTE E OITO DO CORRENTE, ÀS QUATORZE HORAS, NO AUDITÓRIO BRASÍLIO ITIBERÊ DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, SITUADO NA RUA CRUZ MACHADO, Nº 138, PARA TRATAR DA POSSIBILIDADE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL INGRESSAR COM UMA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DO DECRETO Nº 7.056/09 QUE EXTINGUIU TODAS AS ADMINISTRAÇÕES EXECUTIVAS REGIONAIS E POSTOS INDÍGENAS DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO – FUNAI NO PARANÁ.
CURITIBA, MAIO DE 2.010

DÁLIO ZIPPIN FILHO
Membro TITULAR
CNDH/OAB-CF

Movimento Indígena Revolucionário -- MIR -- toma a FUNAI pacificamente!

Do Blog do Mércio

Hoje cedo à tarde, o Movimento Indígena Revolucionário -- MIR -- tomou pacificamente a FUNAI, após se apresentar em frente ao órgão (já sem os cabeças da atual direção), conversar com os guardas da Guarda Nacional, adentraram a sede do órgão, confraternizaram com os indigenistas que ficaram no prédio e estão iniciando a grande revolução indígena de refazer o órgão indigenista e criar uma nova política indígena, com total participação das grande lideranças indígenas brasileiras.

O MIR tomou a FUNAI na paz. Nem um tiro foi deflagrado, nem uma bordunada foi empunhada contra os adversários.Estão presentes na sede cerca de 500 índios, entre sábios, pajés, guerreiros, mulheres e até crianças!É, até crianças, porque quando os índios se metem a fazer alguma coisa carregam os filhos também!O belo auditório da FUNAI está tomado com líderes que começam a discutir sobre o que fazer. Muitos já se apresentam para discursar, para dar sugestões, para iniciar o processo de gestão da FUNAI.A batalha da tomada da FUNAI foi pacífica e relativamente fácil.

Quer dizer, para tanto precisou da persistência incontornável, invencível dos líderes e da militância dos índios Pankararu, Kraô-Canela, Xukuru, Korubo, Guajajara, Gaviões, Terena, Xavante, Kayapó e muitos outros.A batalha pela renovação da FUNAI é que vai ser árdua, difícil e por caminhos ásperos.Mas os índios querem tomar as rédeas de suas vidas e de seus destinos.Que se fortaleçam, que obtenham a força interna de suas culturas, que consigam apoios de todos os quadrantes políticos, que sejam reconhecidos pela Nação brasileira como os verdadeiros representantes dos povos indígenas. Que o Presidente Lula os reconheça e abra um diálogo com eles! O Presidente Lula não pode mais ignorá-los e fingir que a questão indígena não é com ele!Não me parece que há mais retorno para o que estava acontecendo antes.A FUNAI

VAI MUDAR E QUE OS POVOS INDÍGENAS A COMANDEM DAQUI PARA FRENTE!

A vitória e o descanso dos guerreiros

Fim de noite de um dia excepcional na história do indigenismo brasileiro. Madrugada do dia 27 de maio de 2010. O Marechal Rondon está em paz consigo mesmo. Os índios estão no caminho que ele pensou há 100 anos que um dia iria acontecer.Pela segunda vez em menos de cinco meses, um movimento indígena espontâneo, formado por lideranças de raiz, sem contribuição alguma de ONGs nem de Igreja, nem mesmo de associações de antropólogos ou de indigenistas, muito menos de associações indígenas, decide por si mesmo tomar em suas mãos as rédeas de seu destino.

Em janeiro deste ano a FUNAI sofreu um grande abalo ao ser tomada por cerca de 450 índios, a maioria do Nordeste, numa insurgência motivada pela publicação de um famigerado decreto que pretendia reestruturar a FUNAI extinguindo todos os postos indígenas e 24 administrações regionais, em nome de uma desvirtuada racionalização do serviço público. Esse movimento, infelizmente, não resistiu aos cantos de sereia da atual direção da FUNAI e sucumbiu. Sumiu, foi embora, com pouco mais de uma semana de atuação política. Restou um certo ranço de tibieza.

Desta vez o que temos é um novo momento indígena, com caráter revolucionário, pela resistência e persistência diante das dificuldades e pela lucidez e determinação com que estão exercendo sua ação política.Revolucionário, sim, e ai daqueles que duvidarem, como estão duvidando as autoridades do Governo Lula, que agora não sabem o quê fazer diante da avalanche de ação indígena e para se redimir de suas ações equivocadas e suas atitudes depreciativas do valor indígena.O Movimento Indígena Revolucionário foi estabelecido depois que o primeiro movimento indígena foi vencido pelo estratagema pernicioso criado e fomentado em várias regiões do Brasil pela atual direção da FUNAI, e que contou, infelizmente, com a colaboração de alguns índios e de alguns ex-aliados de índios que hoje estão no Governo.

Algumas lideranças, especialmente Kaingang e Pankararu, depois Kraô-Canela e Korubo, não aceitaram o recuo do movimento, a volta de mãos vazias às suas terras, sem nenhum avanço. Como dizer às suas mulheres, ao seus povos, às suas comunidades que estavam voltando à estaca zero, que não iriam ter mais suas administrações e que seriam assistidos por umas tais de coordenações técnicas locais? Não, não iriam deixar isso acontecer.Daí sua decisão de ficar, de permanecer no Acampamento, que passou a ser chamado de Acampamento Indígena Revolucionário. Hoje chama-se Movimento Indígena Revolucionário.Entre os grandes líderes desse Acampamento Revolucionário, faz-se mister destacar a figura de Carlos Pankararu, de sua esposa Lúcia Munduruku, do índio conhecido como Korubo, que, juntos, como um trio, fincaram pé, acreditaram em si mesmos, na resistência indígena, na vontade de mudar a FUNAI.

Acolheram os Kaingang que iam e vinham, os Kraô-Kanela que apareceram pedindo a volta da Administração Regional do Gurupi, uma das extintas, e que não mais arredaram pé, um ou outro Terena, Xavante, Fulniô, Xukuru. Aos poucos de uns 10 ou 15 gatos pingados -- os quais visitei há dois meses numa tarde solitária de um domingo -- foram surgindo mais índios para se solidarizar com esses, o Guajajara João Madrugada, o Xukuru Antoê, o Kayapó Kubei e tantos outros mais.São 500, 600 índios presentes em Brasília fazendo parte do Movimento Indígena Revolucionário. Mais serão em breve. É preciso que mais lideranças apareçam em Brasília para ajudar no movimento, para contribuir, para participar.E que os indigenistas sigam o exemplo despojado de Wagner Tramm, a quem rendo minhas homenagens pelo seu senso de história e de despreendimento.E que as associações indígenas ponham a mão na consciência e se curvem à força desse movimento autônomo, lúcido, intrépido, determinado.Muita coisa boa surgirá desse movimento histórico. E muita confusão também. É preciso lucidez, determinação e humildade. Como num jogo de copa do mundo. Que se desarmem as vaidades, as desconfianças, as palavras demagógicas.

O jogo deve ser limpo, com fé e determinação. Por isso é preciso que venham mais índios. É preciso que o presidente Lula ponha a mão na consciência e reveja o decreto que ele inadvertidamente assinou no dia 28 de dezembro de 2009. Sem essa revogação, não haverá paz. É preciso que a Casa Civil e o Ministério da Justiça se dêem conta de que não podem carregar um peso morto, incapaz de operar a paz no Movimento Indígena Revolucionário.Enganação não funciona mais. É preciso lucidez e humildade.Os índios deram um passo fabuloso para seu futuro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Kayapó do Sul do Pará lançam forte manifesto contra autoridades indigenistas e presidente LULA

Do blog do Mércio

Já não bastava o protesto e a disposição dos Kayapó do Mato Grosso, liderados por Raoni e Megaron, contra a atual política indigenista brasileira. Agora os Kayapó do sul do Pará, oriundos da mitológica aldeia-mãe Gorotire, vem de lançar um manifesto em que exigem providências fortes das autoridades brasileiras para desviar a atual política indigenista praticada pela atual direção da Funai para um rumo certo.Os Kayapó querem nada menos que a revogação do decreto de reestruturação da Funai e a exoneração da atual direção da Funai. Temem a entrada de Ongs para substituir a Funai e a política sem consulta que o órgão usou para dar a anuência à construção da Usina Belo Monte.O Manifesto Kayapó é duríssimo. Chama o presidente Lula de traidor, o atual presidente da Funai de covarde e mentiroso.O sentimento de indignação é grande. Os Kayapó não têm papas na língua. Não querem saber de lero-lero. Apoiam a presença dos índios que fizeram o Acampamento Indígena Revolucionário. Só falta dizer que vão se juntar a eles. Aí a coisa vai ficar perigosa para o governo.Espero que o Sr. Ministro da Justiça tome tento e pé da situação e não permita que a situação desmorone para algo mais perigoso do que já está.___________________________

Ao Presidente da República do Brasil – Luís Inácio Lula da Silva;
Ao Senhor Ministro da Justiça - Luiz Paulo Barreto;
Aos Senadores do Brasil - especialmente a bancada Paraense no Senado;
Aos Deputados do Brasil – especialmente a bancada Paraense na Câmara;
A Sexta Câmara – Senhora Deborah Duprat;
Ao Presidente da Funai – Márcio Augusto Freitas de Meira
A Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI
A COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira


Nós Caciques e demais lideranças Kayapó que residimos no Sul do Estado do Pará, perplexos e inconformados com a reestruturação da nossa casa FUNAI, estamos nos manifestando no sentido de repudiar o Decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009.
O Decreto 7.056, que foi assinado pelo presidente Lula, demonstra toda a covardia e a trapaça que esse traidor (Lula) fez para com os índios de todo o Brasil. O Lula é o pior presidente que já apareceu para os índios nesse país, nós Kayapó do Sul do Pará sabemos muito bem que esse decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009 foi feito para passar empreendimentos em Terras Indígenas e, além disso, trazer garimpeiros, mineradores, madeireiros, prostituição e doenças nas nossas amadas Terras Indígenas.
Aqui na nossa região todo mundo já sabe que a extinção da nossa AER da FUNAI serviu não só para Belo Monte passar, mas também para que as ONGs venham aqui abrir escritórios e mentir para nós indígenas dessa região. De qualquer forma estamos resistindo contra as ONGs mentirosas e covardes.

Nos causa revolta que o márcio meira seja apenas um leva e traz do Lula, ele é antropólogo e faz isso com os índios. Ele é covarde, mentiroso e ao mesmo tempo perigoso porque ele age nos bastidores para intimidar os índios e os servidores indigenistas da FUNAI que realmente estão comprometidos com os nossos parentes.
Enquanto isso, queremos nos solidarizar com os nosso parentes do acampamento de Brasília, que estão muitas vezes passando dificuldades para lutar pelos nossos direitos, esses sim são grandes guerreiros! Queremos dar os parabéns para eles, pois o pensamento deles é igual ao nosso aqui.
Ao contrário do que os nossos parentes do acampamento de Brasília estão fazendo, não poderíamos deixar de expressar nossa decepção com os índios da CNPI ( Comissão Nacional de Política Indigenista) . Esses parentes nos matam de vergonha e vão ficar na história como índios traidores que se venderam por pequenas funções na FUNAI e por pequenas esmolas dadas pelo Márcio Meira.

Não pode passar em branco também a covardia e prática servil a qual a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira está submetida; essa organização indígena faz muito tempo tem puxado o saco do Márcio Meira, à atual direção dessa organização é irresponsável e frequentemente se auto intitula representante dos índios da Amazônia, isso é uma grande mentira, para nós aqui a COIAB não representa ninguém, o que ela tem é um somente um discurso vazio, ineficiente. Prova da incompetência da COIAB é agora ficar pedindo 1 real para as comunidades indígenas para sanar as dívidas trabalhistas que eles mesmos (COIAB) fizeram, essas dívidas são frutos da incapacidade dessa atual direção e da anterior de fazer um trabalho sério, o que a COIAB têm é somente um discurso boboca para alegrar o James Cameron!

Agora fica uma pergunta.
Em algum momento algum parente viu a COIAB pedindo a exoneração imediata do Márcio Meira?
Algum parente viu a COIAB pedindo a revogação do Decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009?
A resposta é não, pois eles estão ao lado de Márcio Meira.
Encerramos nosso documento confirmando nosso apoio e nos solidarizando com todos os documentos de revolta e de imediata exoneração do Márcio Meira e pela revogação do Decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009 assinado pelos parentes Megaron Txucarramãe, pelos Parentes Aritana e Pirakuman do Alto Xingu, pelos Parentes da Associação Paresi, pelos Parentes Xavante de Mato Grosso, pelos Parentes Kaingáng da Região Sul do Brasil.

Ao traidor Lula se ele quiser recuperar nossa confiança que revogue o Decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009, que exonere o Márcio Meira e toda a equipe dele e que consulte às comunidades indígenas antes de fazer Belo Monte conforme diz a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.
É o que sinceramente pensamos!

Assinam lideranças indígenas Kaiapó do Sul do Pará.
Ire-ô Kaiapó Cacique e Guerreiro!